Seja bem-vindo!!!!


Alguém disse uma vez: São as boas garotas que escrevem em diários. As más garotas nunca têm tempo. Eu? Eu apenas quero viver uma vida que irei lembrar. Mesmo que eu não escreva tudo.

Brooke Davis - One Tree Hill


É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.

Gabriel Garcia Marquez

domingo, 26 de setembro de 2010

Concurso Arte na Escola "Natal e Patrimônio um universo artístico em sala de aula"





O projeto “Natal e patrimônio, um universo artístico em sala de aula tem por prioridade despertar nos alunos o mundo artístico que existe em seu interior.  Para tal, faz uso das técnicas artísticas de pintura com lápis de cor em papel sulfite, utilizando a técnica da geometrização da forma. O projeto foi elaborado para atender aos alunos de 1º ao 5º anos das Escolas de Arceburgo.
O mais importante não é definir quais alunos vão ou não vão concorrer, mas sim ter a satisfação do trabalho que será realizado com essas crianças. Nessa faixa etária em que a imaginação flui livremente, eles não acreditam em sua capacidade de transportar essa criatividade para o papel e transformá-la em arte. Será muito gratificante ver o quanto elas desenvolverão a criatividade para produzir os cartões de Natal.
Os cartões serão criados a partir de desenhos do Patrimônio da nossa cidade.


Iara Cristina Silva Nicola                              Arte-educadora
Setembro/2010

Oficina : Ciranda de Artes II

Oficina
Ciranda de Artes II
Tema: Recanto dos pássaros


Arte- educadora     Iara Cristina Silva Nicola

2010/2011



Introdução
O projeto consiste em investigar os aspectos da natureza e paisagem da nossa cidade, em especial o RECANTO DOS PÁSSAROS, sob o enfoque da pintura e, paralelamente, abrir esta experiência por meio de oficinas de desenho ao ar livre.
O contato íntimo com a natureza será o fio condutor para o exercício de descondicionamento do olhar
(Saber o que se quer, olhar sem a contaminação dos modelos existentes, buscar dentro d'alma um olhar mais significativo e tocante, são questões essenciais do Descondicionamento do Olhar.). Diferenciando a prática de pintura de uma ação apenas descritiva, a atividade exaustiva da observação, que na paisagem estende-se por todo corpo, implica em absorver uma carga complexa de elementos como luminosidade, temperatura, sonoridade, entre outros fatores atmosféricos, temporais e emocionais que permeiam a relação do artista com o ambiente.
Transpor uma pesquisa em pintura, até então desenvolvida no cenário arquitetônico da cidade de Arceburgo, para uma área verde como o recanto dos pássaros, o parque ambiental...compreendendo por “ambiente” não apenas os fatores naturais, mas também humanos, visto o contato com a população local, significa uma experiência de grande vitalidade.
“E a idéia é fazer com que essa atividade gere um arrastão coletivo e desperte a curiosidade de toda a comunidade local”.
Por meio da Arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada”. (BARBOSA, 2003, p.18)

Objetivo geral:
Tem-se por objetivo geral o conhecimento da fauna e da flora de Arceburgo, bem como a valorização do meio ambiente e o mais importante a interação social, pois ela modifica o comportamento dos indivíduos envolvidos, como resultado do contato e da comunicação que se estabelece entre eles.

Objetivo especifico:
Através do conhecimento da fauna e da flora da nossa cidade, será desenvolvida  técnicas da arte visual ( desenho, mosaico, pintura, colagem, textura etc.), apresentar –se à não apenas um desenvolvimento técnico, nas sobretudo uma humanização.
Tendo como foco, crianças , jovens e pessoas da 3ª idade, que são aqueles que infelizmente estão inseridos numa sociedade cada vez mais fria e pouco humana. Sociedade que não destruiu mas esqueceu de seus valores primeiros.
O conhecimento buscado, é aquele que impulsionará uma melhora na capacidade criadora, motora e técnica ,levando assim a criar uma mudança de atitude para com tudo e todos , vindo este fazer uma mudança em seu comportamento social .
Os métodos aplicados visam sempre o aprendizado de respeito, disciplina, limites, trabalho em equipe e valorização da coordenação motora.
O trabalho será realizado de acordo com a aptidão de cada um, sendo respeitadas a capacidade, a criatividade e a vontade do assistido.
Metodologia de Ensino para Crianças
A Oficina Ciranda de Artes terá uma metodologia de ensino própria para as crianças baseada no ensino da arte através de “observação e estudo da fauna e flora do nosso município”.
A Oficina terá como inspiração o RECANTO DOS PÁSSAROS. Os conteúdos serão desenvolvidos através de atividades artísticas individuais e coletivas com o auxílio da pesquisa, respeitando o desenvolvimento cognitivo e psicomotor de cada aluno dentro do grupo.
As técnicas artísticas serão experimentadas em diversas idades e adaptadas a cada nível. As atividades são realizadas baseando-se no interesse e na descoberta. Em tudo há uma busca da identidade artística na forma de expressão dos alunos como meta artística.



Arte para a 3ª idade
Terceira idade. Sim, aqueles a quem devemos todo o respeito, a quem devemos ceder o lugar no ônibus, metrô e lugar na fila. Não só pela lei, mas por que devemos isso a eles. Boa parte da sociedade atual tem rejeitado alguns valores e não se importam mais com os antigos. Antes, as crianças se sentavam ao redor dos mais experientes para ouvir palavras de sabedoria, palavras de quem já tinha vivido muito, e que agora, quase como tradição, explicava como era a vida de fato. Mas agora a realidade é totalmente diferente, oposta a tudo isso. Atualmente existe um preconceito absurdo e sem sentido com a terceira idade. Como se não tivesse valor, há histórias de alguns jogados em asilos, outros que vão até morar na rua, por serem expulsos de casa pelos próprios filhos. O respeito aos mais velhos agora é raro, exceção.

E uma dessas exceções será a oficina Ciranda de Artes II, que traz projetos para cidadãos da terceira idade.
Podemos ver que uma sociedade utópica, que também re-inclui quem um dia lutou pela liberdade de expressão, respeito ao próximo, que lutou pelos direitos que hoje todos os brasileiros tem, assim também como pela inclusão social, é possível. É com uma sociedade assim que o país vai para frente.
Atividades de desenho, pintura, com objetivo de proporcionar momentos de criação, relaxamento, produção e expressão artística.

MISSÃO DO PROJETO :
1 – Através da arte, fazer a Inclusão Social e Cultural de Crianças , Jovens e 3ª idade;
2 - Estimular a autoconfiança, o discernimento, a disciplina e a concentração no trabalho artístico;
3 - Promover habilidades, preencher o tempo ocioso do adolescente;
3 - Desenvolver o gosto estético e os aspectos físico, intelectual, cultural, emocional e perceptivo da criança , do jovem e do idoso;
4 – Compreender e apreciar a arte como importante meio de expressão e comunicação;
5 – Estimular a integração social entre os jovens, crianças suas famílias e a sociedade;
6 – Promover e contribuir para a formação e desenvolvimento da vida comunitária;
7 – Contribuir para o desenvolvimento humano, cultural, artístico, social, econômico e bem-estar da comunidade;
8 – Colaborar com poderes públicos e outras entidades na solução de problemas da região.

PÚBLICO ALVO:
Crianças, adolescentes, adultos da comunidade e 3ª idade de ambos os sexos.
Esse projeto propicia a todos os participantes, a oportunidade de participar de um processo inovador de aprendizado, produzindo arte com materiais de natureza diversa como, papel, mosaico, pintura, colagem entre outros.
A Arte é disciplinadora desenvolve a concentração, o respeito aos colegas, ao ambiente e aos trabalhos de outras pessoas, promove o autoconhecimento.

CONTEÚDO DO PROJETO :

Entre o conteúdo programático das aulas, estão :
Apresentação do material utilizado;
Estudo das cores;
Cuidados e manuseios com pincéis;
Desenhos;
Textura;
Sombras e luzes;
Técnica de pintura dimensional;
Pintura e colagem;

Pintura à Óleo Sobre Tela;

 Papietagem;

 Textura e reciclagem.
Monitoramento e avaliação:
No final da oficina, será desenvolvida  á criação de uma obra de visão única de cada indivíduo, a cerca do tema debatido e vivenciado na prática do desenvolvimento de sua respectiva técnica e forma de se expressar,para que também encontre este a sua própria maneira de se expressar. Aliviando assim sua possível forma de ver o mundo e as pessoas que nele estão inseridas. Realizando posteriormente uma exposição dos trabalhos realizados.

Resultados esperados
Espera-se que ocorra uma mudança não única e exclusiva da técnica, mas principalmente na forma de ver e interpretar o mundo que esta a sua volta, saber perceber que a  "A natureza é grande nas coisas grandes e grandíssima nas pequeninas"  e  que quando um indivíduo é levado a experimentar e refletir sobre si e o mundo, que é o que a arte proporciona, é encaminhado nos passos do desenvolvimento do ser humano. Só esta informação já nos dá uma pequena visão da Função da Arte. Passam a ser seres que pensam! E, como diria o poeta “quem pensa por si mesmo, é livre e, ser livre, é coisa muito séria!” (Renato Russo).

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Arceburgo em festa comemora os 99 anos de emancipação político - administrativa

Em continuidade aos festejos dessa importante data, na manhã do dia 31 de agosto, terça-feira, nas dependências da Prefeitura municipal foi aberta a exposição dos artistas Lúcio Bittencurt e Iara Nicola
.
 "Junto com os meus alunos do Projeto Ciranda de Artes, com o tema Cores do interior, conseguimos registrar um pouquinho da história dos lugares e das pessoas da nossa querida Arceburgo."

O artista Lúcio Bittencurt de Mogi das Cruzes expos suas belas esculturas , além dos belos trabalhos criados pelos alunos da rede municipal de educação durante a oficina ministrada pelo artista.
pintura de uma das senhoras que participou do projeto,escultura de Lúcio Bittencurt e alunos e professores da rede municipal de ensino durante a abertura.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Romero Britto

Beatriz Milhazes

Beatriz Milhazes...linda arte

FORTUNA BEATRIZ MUNDI


Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro RJ 1960). Pintora, gravadora, ilustradora, professora. Formada em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro em 1981, inicia-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage em 1980, onde mais tarde leciona e coordena atividades culturais. Além da pintura dedica-se também a gravura, e a ilustração. De 1995 à 1996 cursa gravura em metal e linóleo no Atelier 78, com Solange Oliveira e Valério Rodrigues e em 1997 ilustra o livro As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes, de Katia Canton. Beatriz Milhazes faz parte das exposições que caracterizam a Geração 80, grupo de artistas que buscam retomar a pintura em contraposição à vertente conceitual dos anos 1970, e tem por característica a pesquisa de novas técnicas e materiais. Sua obra faz referências ao barroco, à obra de Tarsila do Amaral (1886-1973) e Burle Marx (1909-1994), à padrões ornamentais e à art deco, entre outras. Entre 1997 e 1998, é artista visitante em várias universidades dos Estados Unidos. A partir dos anos 1990, destaca-se em mostras internacionais nos Estados Unidos e Europa e integra acervos de museus como o MoMa, Guggenheim e Metropolitan em Nova York.



"Como a pintura de Gauguin, a de Milhazes é também , a seu modo, enganosa: parece sugerir um paraíso repleto de flores e frutos exóticos de uma natureza abundante pintado em cores alegres e jubilosas, na expressão de Barry Schwabsky em texto publicado nesse livro. No entanto, são pinturas produzidas numa cidade estereotipada pela imagem da abundância da natureza, da beleza e de um variado espectro de prazeres: o Rio de Janeiro. Mais ainda, nos últimos anos as pinturas de Milhazes também vêm sendo exportadas para importantes coleções na Europa e nos Estados Unidos. Nesse aspecto, é fundamental compreender que a pintura de Milhazes recupera para os nativos não apenas a produção de suas próprias imagens, mas sobretudo o eixo de exportação e disseminação delas entre o Sul e o Norte.

Tal operação não é construída de maneira tão calculada pela artista, e o elemento crítico de suas pinturas parece fundar-se justamente na ambivalência. Um segundo olhar detecta mais do que flora e fauna tropicais: do símbolo da paz à joalheria de Miriam Haskell, dos padrões de tecido de Emilio Pucci ao design paisagístico de Burle Marx, do chitão às alegorias de carnaval, dos ornamentos arquitetônicos art déco às geometrias de Bridget Riley. Não se trata tanto de apropriação ou citacionismo, mas de um melting pot em que os elementos utilizados são submetidos a processos mediadores de adaptação, tradução e derivação. A antropofagia é uma forte referência. Se as cores são alegres e jubilosas, a técnica particular de colagem das formas que Milhazes aplica a suas telas confere um aspecto precário e fragmentado ao conjunto. A pintora tropical é uma surfista, e seus Mares do Sul, um vasto junkyard hiperfigurativo, pleno de elementos nativos, estrangeiros, exóticos, genéricos derivativos e bastardos".

Pedrosa, Adriano. Mares do Sul. In: MILHAZES, Beatriz. Mares do sul. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2002. p. 81


"(...) As pinturas de Milhazes tem também um caráter social autoconsciente. Com seus motivos de flores, contas e laços, falam da feminilidade como um constructo histórico e também como um modo de vida - do trabalho que as mulheres fizeram e de prazeres que desfrutaram. Mesmo sem aqueles fragmentos reconhecíveis de imagética que tecem seus caminhos pela abstração de Milhazes, nós observadores poderíamos ainda inalar o aroma desta reminiscência, destilada pela própria padronização à qual aquelas imagens recorrem.

Mas essa padronização, não importa o quão magnífica, não tem maior relevância nas pinturas de Milhazes do que aqueles fragmentos de imagética ornamental.

Aqui tanto o padrão como as imagens estão a serviço da cor - mas a cor funciona de uma maneira tal que sua mera nomeação (que poderia dar a ilusão de que um pouco de cor é uma entidade com auto-identidade, independente , cujos atributos ignoram sua interação com o entorno) é um contra-senso. Uma pintura como Milhazes nos mostra , é uma sociedade de cores, e como tal cria e caracteriza os indivíduos que a constituem. Portanto é a pintura como um todo que confere caráter a cada cor nela contida, tanto quanto ou mais ainda do que cada cor empresta certo caráter à pintura".

Schwabsky Barry. Beatriz Milhazes - cor viva. In: MILHAZES, Beatriz. Mares do sul. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2002. p. 109 -110



"Trabalhando com um método de monotipia onde as imagens são preparadas sobre plástico transparente na medida inversa em que serão impressas na tela, a artista controla a espessura reduzida da matéria pictórica, esconde o gesto da pintura e congela a imagem decalcada. Nesse assentamento da fina película de tinta sobre a tela, pele sobre pele, derme sobre derme, o embate das formas circulares com o princípio geométrico cria uma pintura de sensibilidade hiperbólica, que nasce da luta desvairada entre figuração abarrocada e construção rigorosa - não da luta de um elemento contra outro, de uma vertente contra outra, mas da exaltação mútua que governa a sensualidade barroca revestida de cor matissiana e libera a emoção construtiva embrionária da obra.

As formas circulares reforçam núcleos ao mesmo tempo em que geram deslocamentos ora concêntricos ora expansivos, e perturbam qualquer desejo de hierarquia que a construção racional insiste em reinventar. Por isso são pinturas que não se oferecem ao primeiro olhar.

Impossível determinar planos ou privilegiar uma ou outra forma, pois são pinturas que se dão por inteiro e obrigam o olhar a percorrê-las de maneira escorregadia, sem conseguir singularizar qualquer instância.

Para Beatriz, o barroco se mantém como dado cultural, mas apenas como memória arquetípica. Como emoção, está deslocado e engana motivações saudosistas. Foi sem dúvida extraído por ela de raízes profundas garimpadas do nosso tempo histórico, porém transformou-se em imagem espelhada, em simulacro que adentra e reforça o redemoinho das estruturas construtivas da obra. (...)

É uma pintura onde a reflexão rastreia plasticamente as tensões que se assentam numa aparente solidez da história, mas que se dá como uma nova percepção dos fenômenos e dos significados da criação e da expressão da arte".

BARROS, Stella Teixeira de. [Beatriz Milhazes]. In: BEATRIZ Milhazes. São Paulo: Galeria Camargo Vilaça; Caracas: Sala Alternativa Artes Visuales, 1993. p. [5-6].



Beatriz Milhazes, entre 1981 e 1982, estuda pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, na qual, mais tarde, leciona. Participa, em 1984, da exposição Como Vai Você, Geração 80? Na opinião do crítico Frederico Morais, a artista revela, desde o início da carreira, a vontade de enfrentar a pintura como fato decorativo, aproximando-se da obra de artistas como Henri Matisse (1869 - 1954). Interessa-se pela profusão da ornamentação barroca, sobretudo pelo ritmo dos arabescos e pelos motivos ornamentais presentes na obra de Guignard (1896 - 1962).

Suas obras da década de 1980 revelam uma tensão entre figura e fundo, entre representação e ornamentalismo. Posteriormente, faz opção por uma pintura de caráter decididamente bidimensional. Beatriz Milhazes revela sensibilidade no uso da cor, como nas obras O Príncipe Real (1996) ou As Quatro Estações (1997).

A artista trabalha freqüentemente com formas circulares, sugerindo deslocamentos ora concêntricos ora expansivos. Na maioria dos trabalhos, prepara imagens sobre plástico transparente, que são descoladas, como películas, e aplicadas na tela por decalque. Aglomera as imagens, preenchendo o fundo e retocando a imagem final. Os motivos e as cores são transportados para a tela por meio de colagens sucessivas, realizadas com precisão. A transferência das imagens da superfície lisa para a tela faz com que a gestualidade seja quase anulada. A matéria pictórica obtida por numerosas sobreposições não apresenta, entretanto, nenhuma espessura: os motivos de ornamentação e arabescos são colocados em primeiro plano. O olhar do espectador é levado a percorrer todas as imagens, acompanhando a exuberância gráfica e cromática presente em seus quadros.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural - Artes Visuais



























FORTUNA BEATRIZ MUNDI


                          José Antônio Cavalcanti


I.

Movo-me entre miragens?
As cores com sabor de samba
em explosões Sapucaí?
Solar desfile biopictórico.
de sistemas insondáveis:
flores ou outros mundos
em telas estreladas?








II.

Fazer o outro feliz
nos fios e filamentos
em fuga de pincéis
para olhares alheios.
Sonhos Beatriz
para Dantes em travessia.







III.

Colagens circulares
cercam olhos desertos.
É na retina,
lago de imagens inermes,
que luz e cor
sob forma de flor e lua
profanam a tela triste dos dias.







IV.

Quando pintar é doar-se,
reger orquestra de orquídeas
em fissuras,
reinar sob rascunhos e rasuras
mirando o ovo vazio
à procura de suculento abismo,
no risco de encarar as tintas
do nihilismo
e gerar alegria na cidade.









V.

A impropriedade dos círculos
é que disputam ao olhar o
movimento de leitura de almas.
Somos tomados
pelas formas redondas,
invadidos, devassados,
virados pelo avesso.
No final, imantizados por entretons e tonalidades
na pauta pincelada de hipnótica música plástica,
a exposição é toda nossa.










VI.

Tropicolor,
Tropicaos,
Tropicarioca.
Exuberância de passista
fantasiada de Matisse;
pinceladas são passes e cálculo,
geomentiras giroverdades.
Saldo da obra:
tensão entre incessância barroca
e rigor construtivista.




























VII.

Da monotipia
a mundos plurais.
Planos indeterminados
levam as formas a contínuos deslocamentos
ou somos nós que nos deslocamos
ao contemplá-las?
Bordado de Penélope,
o tempo circular anuncia o regresso
do humano ao humano.







VIII.

Cabeça de mulher.
planeta
ou óvulo,
tudo circunferências
em que se guardam mundos.
Espesso espaço de pensamentos vastos,
Campo magnético desconhecido
de tons ainda não inventados:
amarelo-fulgor, azul-imperatriz, verde-redondo.






IX.

Giramundo
giravisão
girândola
geomotivos em constelações
hegemonia do múltiplo
a cromodiversidade da alegria
do viver carioca
na espacial dimensão humana
de perspectivas que escapam
a cálculo e controle.
























X.

Mandalas,
qual mago, monge ou mandarim
desenharia destinos florais
em vestidos ou tapetes de cortesãs?
Em que escola de samba
uma ala se abriria
para abolir a tinta escura
sobre a esfera oculta dos dias?


























XI.

Os círculos ausentes
são astros inscritos em órbitas impossíveis.
Seus movimentos
proveem as lacunas de águas misteriosas,
alimentam-nas de palavras incompreensíveis.
O que não veio
é o que está no centro,
o mais-para-dentro,
o secreto.
O círculo ausente não é o deserto,
pois os desertos são escritos e abertos.
Só o mais denso em nós se revela em silêncio
e em silêncio nos escapa.







XII.

Arcos sobre arcos
vão além do ornamento:
aportam no requinte.
Abundância barroca
costurada pelo rigor Milhazes.
Película, plástico, papel:
dinâmica da cor em velocidade.
Rodas em movimento na tela.





















XIII.

Disco de múltiplas camadas,
de era indeterminada.
Seu tempo foi amanhã
(se houver),
é ontem
e será hoje.
Babélico floral humano:
se a Beleza não resiste ao tempo
também não existe tempo sem Beleza.
A flor, então, é viço para sempre.








XIV.

Anel,
arco,
aro,
bola,
roda,
disco,
círculo,
circunferência,
flores, floreios, florilégios,
sacros, profanos, sacrilégios
Arquitextura Milhazes:
“tu és pólen e ao pólen voltarás”.






















XV.

Périplo do pigmento,
galáxia floral,
pintura corrosiva,
veneno antitédio antitristeza.
Limpo os meus olhos
de tantos detritos ao ver-te,
reinauguro a possibilidade
do olhar como forma de invenção.
O olho não apenas cópia,
tradução,
filtro da realidade,
mas o círculo mágico da criação.






XVI.

Em que esferas nós vivemos?
Em que esferas nós dançamos?
Que sejam próximas ao mundo Milhazes,
esferas plenas de gáudio e poesia,
esferas a caminho do aberto e do impossível,
esferas de fantasias e de alegorias carnavalescas;
rodas rodas rodas de bambas
como a mais pura roda de samba.

http://www.youtube.com/watch?v=Cbi5HDfJhh8

sábado, 11 de setembro de 2010

PROJETO: Oficina Ciranda de Artes

Cores do Interior
A oficina teve como meta proporcionar a compreensão prática no que concerne ao emprego de técnicas diferenciadas de Pintura em tela, desenvolvendo assim uma linguagem pessoal (dando prioridade para pinturas de lugares da nossa cidade, registrando mudanças ocorridas na cidade ao longo dos anos,um antes e depois) .  
A proposta da oficina foi a de promover a aproximação entre os participantes e, também entre a comunidade, mostrando a todos que através da arte se registra a história dos lugares e das pessoas. Os alunos da oficina (crianças, jovens e adultos) desenvolveram sua criatividade, como também domínio de técnicas para criação de produtos com potencial de comercialização, configurando-se assim, num importante espaço de geração de trabalho e renda alternativa para os participantes.

Alguns de meus queridíssimos alunos: 
                                         Dona Maria Elena

   
                                            Priscilla Nicola




                                                                Sr. José Faustino
   
                                   Dona Ney de Pintor

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Meio Ambiente

 ESTAMOS FAZENDO NOSSA PARTE

setembro 3, 2009 on 11:23 am | In Concurso Cultural |
arceburgo-3 arceburgo-2
Por Ademir Carosia
A MATA ATLÂNTICA EM MINHA CIDADE
ARCEBURGO-MINAS GERAIS
PARQUE AMBIENTAL FRANCISCA S.DA COSTA
NESTE PARQUE CRIAMOS O ESPAÇO MATA ATLÂNTICA ONDE PLANTAMOS ÁRVORES, BROMÉLIAS, ORQUÍDEAS, HELICÔNIAS… AINDA COLOCAMOS UMA CAIXA DAS ABELHAS INDÍGENAS JATAÍ QUE POLINIZAM AS ÁRVORES MAIS ALTAS ENTRE OUTRAS DESTE BIOMA.
BOSQUE DOS PÁSSAROS
IMPLANTAMOS NA ENTRADA DA CIDADE
200 ÁRVORES
90 ESPÉCIES
TODAS NATIVAS DO BRASIL, SENDO QUE A GRANDE MAIORIA É DA MATA ATLÂNTICA.
TODAS ATRAEM PÁSSAROS, PORÉM SÃO FONTE DE ALIMENTOS PARA OUTROS SERES VIVOS.
arceburgo-1arceburgo.
Aqui em Arceburgo-MG, os Beija-Flores são lembrados em todas as Praças que fazemos.
Já são mais de 2.000 plantas que fornecem nectar para eles, em mais de 50 pontos da cidade.
Só na lateral do Campo da Associação Atlética Arceburguense plantamos 200 russélias vermelhas e amarelas´.
Na linda Escola Nova que  em 21 de abril de 2010,plantamos mais de 200 plantas para servirem de alimento para os Beija-Flores.

Parabéns!
Como é bom ver a nossa cidade mais verde,mais florida… é visível a variedade de pássaros que surgiram depois do plantio de àrvores.
Ademir o seu amor pela natureza é contagiante,continue assim….
um abraço
Iara Nicola

sábado, 4 de setembro de 2010

Arceburgo - Engenharia do sabor

Home
Depois de tantos pratos salgados, está na hora de conhecer a arte das doceiras da região. Em Arceburgo, a 465 quilômetros de Belo Horizonte, um bolo coberto de chocolate e recheado com creme e frutas é uma das principais atrações da cidade. E das festas. A autora da proeza é Benedita da Silva Nicola, a dona Benê, de 66 anos, que, com o mesmo talento, faz pães, docinhos, quitandas e outras delícias para casamento e aniversários. Na cozinha, a professora aposentada sabe que “bolo tem que ser perfeito, pois se torna alvo das atenções”. Então, capricha em cada detalhe, usando toda a criatividade ao batizá-los logo que saem do forno. Sem titubear, dá a receita do bolo América, homenagem a uma cliente especial que completava mais uma primavera. Diante do resultado, vê-se que, muito mais do que trabalho culinário, há uma requintada obra de arquitetura. Para deixar o bolo com três apetitosos andares, dona Benê corta daqui, recheia dali, cria camadas, combina cores e sabores, sem esquecer a esplendorosa cobertura. O melhor momento, sem dúvida, está na hora de provar. Diante de tanta gostosura, só resta comer várias fatias. E dar os parabéns à doceira, verdadeira mestra no seu ofício.
Como fazer Bolo América
Ingredientes:
Para a massa
 4 ovos, 2 copos de açúcar refinado, 3 copos de farinha de trigo, 1 colher (sopa) de manteiga ou margarina, 1 copo e meio de leite quente, 1 colher (sopa, bem cheia) de fermento em pó, essência de baunilha a gosto,
1 pitada de sal
Para o recheio
 200 g de ameixa preta sem caroço, 1 xícara (chá) de açúcar e 2 xícaras (chá) de água
 1 abacaxi, 1 xícara (chá) de açúcar e 2 xícaras (chá) de água
 2 latas de leite condensado, 2 latas (na medida anterior) de leite
 4 colheres (sopa) de amido de milho, 2 gemas e 6 gotas de essência de baunilha
Para a cobertura de brigadeiro
 1,5 lata de leite condensado, 1 lata (na medida anterior) de leite, 2 colheres (de sopa) de chocolate em pó, 1 colher (sopa) de margarina e uma colher (de sopa, bem cheia) de
amido de milho
A massa

Bater as claras em neve e misturá-las, na batedeira, às gemas peneiradas, ao açúcar, à farinha, ao sal e ao fermento em pó. Adicionar o leite quente, já misturado com a manteiga ou margarina. Untar uma fôrma de 30 cm diâmetro e 7 cm de altura, polvilhar com farinha e despejar a massa. Levar ao forno (180 graus) por 35 a 40 minutos.

O recheio

Doce de ameixa: Levar os ingredientes ao fogo até engrossar. Deixar esfriar e bater no liqüidificador.

Doce de abacaxi: Picar o abacaxi, misturá-lo aos demais ingredientes e levar ao fogo até o ponto de doce em calda. Deixar esfriar e bater no liqüidificador.

Creme: Levar os ingredientes ao fogo até engrossar.

Cobertura: Levar os ingrediente ao fogo até o ponto de brigadeiro mole. Deixar esfriar.

A montagem

Deixar o bolo esfriar e cortá-lo em três partes horizontais, umedecendo-as com um pouco de leite açucarado misturado com baunilha. Na primeira camada, passar creme e depois doce de abacaxi, cobrindo com a outra parte do bolo. Sobre a segunda, passar creme e doce de ameixa, cobrindo com a terceira parte. A última etapa será a cobertura de brigadeiro. 
Receita fornecida por Benedita da Silva Nicola,
de Arceburgo 
Todos os caminhos levam às delícias da culinária mineira. É só seguir as placas e encontrar comidas preparadas no fogão a lenha, em panelas de ferro, como acontece há mais de 200 anos. A hospitalidade tradicional do povo mineiro está presente em todas as paradas.
Boa viagem!


visitem este endereço e vejam mais receitas criadas aqui no nosso querido estado      Minas Gerais
http://sites.uai.com.br/guiagastronomia/mapadosite.htm