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Alguém disse uma vez: São as boas garotas que escrevem em diários. As más garotas nunca têm tempo. Eu? Eu apenas quero viver uma vida que irei lembrar. Mesmo que eu não escreva tudo.

Brooke Davis - One Tree Hill


É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.

Gabriel Garcia Marquez

domingo, 20 de setembro de 2015

Bandeira dos Santos Reis, com tinta de tecido em algodão cru. Foi prazeroso pintá-la!! Fotos das etapas da pintura.


A folia dos Santos Reis é formada por um grupo de pessoas (cantores e instrumentistas) que realizam anualmente visitas rituais às casas de devotos durante o período de festejos natalinos, geralmente compreendido entre 25 de dezembro e 6 de janeiro, distribuindo bênçãos em troca de donativos. Ao final deste ciclo de visitações, os grupos celebram uma grande festa em louvor aos Magos do Oriente: Melquior, Baltazar e Gaspar. Nesse contexto social e ritual, dois objetos desempenham um papel crucial: a bandeira dos santos reis e as máscaras dos “palhaços”, personagens fundamentais nessas festividades. A bandeira pode ser inicialmente descrita como um suporte sobre o qual são fixadas imagens de santos católicos e representações pictóricas de narrativas bíblicas. Pode ser ainda definida, sumariamente, como uma espécie de estandarte que ostenta as imagens dos santos padroeiros e, ao mesmo tempo, identifica uma associação de pessoas organizadas em seu entorno. Guardando entre si consideráveis diferenças formais, as bandeiras aproximam-se de outros objetos que ocupam lugar semelhante em seus contextos particulares, entre os quais poderia citar: altares móveis, registros, esculturas de santos, coroas etc., objetos estes que têm ainda em comum o fato de serem transportados espaço-temporalmente por determinadas pessoas. Todos esses objetos, reservadas suas particularidades, desempenham função central em sistemas rituais, precisamente por serem tidos como dotados de valores e poderes extraordinários. A máscara é usada por um personagem das folias, comumente chamado de palhaço ou bastião. O palhaço é um tipo marcadamente liminar, cômico e ambíguo, e sua máscara, de aparência grotesca, opera poderosas transformações. No contexto ritual, a máscara é indissociável de seu proprietário. Etnograficamente, a bandeira e a máscara se insinuam enquanto símbolos dominantes e, em grande medida, se apresentam de forma complementar, estendendo-se ao plano das ações sociais e rituais. Mas, se por um lado esses objetos se opõem numa relação de polaridade, por outro, eles se aproximam. 

Daniel Bitter

http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/A%20bandeira%20e%20a%20m%C3%A1scara.pdf




Finalizada



















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