Seja bem-vindo!!!!


Alguém disse uma vez: São as boas garotas que escrevem em diários. As más garotas nunca têm tempo. Eu? Eu apenas quero viver uma vida que irei lembrar. Mesmo que eu não escreva tudo.

Brooke Davis - One Tree Hill


É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.

Gabriel Garcia Marquez

sábado, 16 de julho de 2011

O Espiritismo abre a Arte um campo novo, imenso e inexplorado. E quando o artista trabalhar com convicção, como trabalharam os artistas cristãos, colherá nessa fonte as mais sublimes inspirações.
(Revista Espírita1860 – Allan Kardec)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Painéis de Portinari restaurados

Painéis de Portinari restaurados no Rio virão para São Paulo

Obra "Guerra e Paz" terá roteiro itinerante por países dos BRICs antes de voltar à sede da ONU em Nova York

Agência Estado | 20/05/2011 12:44





Foto: Agência Estado
Os painéis de Portinari "Guerra e Paz" no Theatro Municipal do Rio
Terminam nesta sexta-feira (20) os trabalhos de restauração dos painéis "Guerra e Paz", de Candido Portinari, que desde fevereiro eram realizados no Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio. É a última oportunidade para os cariocas de conferir as obras antes que sejam levadas a São Paulo, onde serão expostas em agosto e setembro. Desde o início da restauração, aberta ao público, mais de 5 mil pessoas visitaram os painéis no Palácio Capanema.
A capital paulista será o ponto de partida para exposições itinerantes. De lá, os painéis devem seguir para China, Índia, Rússia e Noruega, até que retornem à sede da ONU, em Nova York, em 2013. A ida para São Paulo foi sacramentada há uma semana com a assinatura de um contrato de patrocínio entre o Projeto Portinari e a holding Brazilian Finance & Real Estate (BFRE), que vai investir R$ 2,5 milhões. A exposição será gratuita e o local deve ser a Oca do Parque do Ibirapuera.


Foto: Divulgação Ampliar
Um dos painéis de "Guerra e Paz"
Confeccionados a pedido do governo brasileiro como presente à sede da ONU, os painéis "Guerra e Paz" ficaram expostos por 56 anos no hall de entrada da Assembleia Geral, restrito à maioria dos visitantes. Em dezembro de 2010, voltaram ao Brasil para uma exposição no Theatro Municipal do Rio.
Segundo o filho do artista e diretor do Projeto Portinari, João Candido Portinari, ver a obra voltando a ter as cores originais é "quase mágico". Ele também se disse emocionado por saber que o local é o mesmo onde o pai foi velado, em 1962. "É como se fosse um renascimento da mensagem e da obra dele."
O coordenador dos trabalhos de restauração, Edson Motta Júnior, afirma que entre 80% e 90% das cores originais foram recuperadas. Segundo ele, na ONU os painéis ficaram expostos à luz por meio de uma janela de vidro, e o sol se punha "em cima" deles. Houve também o acúmulo de sujeira e fuligem ao longo dos anos. "O que se perdeu pela luz, o que desbotou, não conseguimos recuperar".
Inédito - Em São Paulo, os painéis serão expostos pela primeira vez junto com os estudos preparatórios de Portinari para as obras. São cerca de 180, entre esboços e reproduções em telas, que estavam em coleções particulares ou bancos. "Nem meu pai teve a oportunidade de vê-los juntos", disse João Candido.
Segundo ele, a decisão de levar a exposição para os demais países dos BRICs partiu do Ministério das Relações Exteriores. "Também estamos em um processo avançado de negociação para levar os painéis para a Noruega, no fim de 2012, para que a cerimônia de entrega do Nobel da paz seja feita com eles de fundo", disse. Antes de retornarem à sede da ONU, é possível que "Guerra e Paz" sejam novamente expostos no Rio de Janeiro.

Agência Estado | 20/05/2011 12:44

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Visitas interessantes

Patrimônio e paisagem

REVISTA PATRIMÔNIO MUNDIAL

domingo, 3 de julho de 2011

Women In Art: Art BY Women!

Women in art-2

Children in Art

Men in Art

Women in Art

O ROSTO DA MULHER EM 500 ANOS DE ARTE !

Nú artístico

SPENCER TUNICK

Galeria com 70 fotografias de Spencer Tunick. Spencer Tunick é um fotógrafo famoso por conseguir juntar algumas centenas ou milhares de pessoas, completamente nuas, que posam para as suas fotos artísticas nas ruas de uma qualquer cidade dos quatro cantos do mundo. O recorde, em termos de quantidade, foi alcançado na Cidade do México, onde Spencer conseguiu juntar cerca de 18.000 pessoas.
Uma dessas sessões mais famosas teve como objetivo protestar contra o aquecimento global, e contou com a participação de ativistas do Greenpeace.
Um dos pontos mais interessantes disso tudo é que são os próprios modelos que se oferecem como voluntários, inscrevendo-se para participar gratuitamente.





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Fotogtafias de Spencer Tunick

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Fotogtafias de Spencer Tunick

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Fotogtafias de Spencer Tunick

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Fotogtafias de Spencer Tunick



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) Fotogtafias de Spencer Tunick Fotogtafias de Spencer Tunick (31)
 Fotogtafias de Spencer Tunick
http://fottus.com/pessoas/nu-artistico-por-spencer-tunick/

A Arte no tempo...

ARTE INDÍGENA

São considerados de origem asiática. A hipótese mais aceita é que os primeiros habitantes da América tenham vindo da Ásia e atravessado a pé o Estreito de Bering, na glaciação de 62 mil anos atrás. Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato, no interior do Piauí, registram indícios da presença humana, datados de 48 mil anos . O primeiro inventário dos nativos brasileiros só é feito em 1884, pelo viajante alemão Karl von den Steinen, que registra a presença de quatro grupos ou nações indígenas: tupi-guarani, jê ou tapuia, nuaruaque ou maipuré e caraíba ou cariba. Von den Steinen também assinala quatro grupos lingüísticos: tupi, macro-jê, caribe e aruaque. Atualmente estima-se que sejam faladas 170 línguas indígenas no Brasil.
Estima-se que, em 1500, existiam de 1 milhão a 3 milhões de indígenas no Brasil. Em cinco séculos, a população indígena reduz-se aos atuais 270 mil índios, o que representa 0,02% da população brasileira. São encontrados em quase todo o país, mas a concentração maior é nas regiões Norte e Centro-Oeste. A Funai registra a existência de 206 povos indígenas, alguns com apenas uma dúzia de indivíduos. Somente dez povos têm mais de 5 mil pessoas. As 547 áreas indígenas cobrem 94.091.318 ha, ou 11% do país. Há indícios da existência de 54 grupos de índios isolados, ainda não contatados pelo homem branco.


A arte não é uma atividade separada,  individualizada.
Normalmente, ela se mostra totalmente ligada à vida cotidiana e a elementos rituais, como nas pinturas corporais. Estas fazem com que cada grupo ou tribo indígena se torne diferente de outra. Mesmo assim, muitas tribos, como os karajás, usam a pintura corporal como enfeite. A tinta usada pelas tribos em geral é totalmente natural, provinda de árvores ou mesmo de frutos. Em cada grupo também se pode destacar o uso de adornos. Os adornos são usados, normalmente, em ritos especiais de cada tribo. Outro importante trabalho indígena é a arte plumária. Nela se constitui trabalhos com plumas e penas de pássaros. Ao contrário do que muitos pensam, os índios abatem as aves, mas não as comem, e sim usam suas belas penas coloridas.
A grande maioria de tribos indígenas desenvolvem também a cerâmica e a cestaria. Os cestos são, em sua grande maioria, produzidos a partir de folhas de palmeiras e usados para guardar alimentos. Já na cerâmica, são produzidos vasos (às vezes zoomóficos) e panelas através do barro modelado. Tanto na cerâmica como na cestaria, são usados também a pintura (a mesma de seu corpo) e desenho abstrados para colorir seus trabalhos.
Os índios também valorizam muito a música. Muitos instrumentos musicais foram criados pelos indígenas, como flautas e chocalhos. A música era usada por todas as tribos como passatempo ou em rituais sagrados.

http://www.coladaweb.com/artes/a-arte-indigena
Os índios brasileiros são considerados de origem asiática. A hipótese mais aceita é que os primeiros habitantes da América tenham vindo da Ásia e atravessado a pé o Estreito de Bering, na glaciação de 62 mil anos atrás. Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato, no interior do Piauí, registram indícios da presença humana, datados de 48 mil anos . O primeiro inventário dos nativos brasileiros só é feito em 1884, pelo viajante alemão Karl von den Steinen, que registra a presença de quatro grupos ou nações indígenas: tupi-guarani, jê ou tapuia, nuaruaque ou maipuré e caraíba ou cariba. Von den Steinen também assinala quatro grupos lingüísticos: tupi, macro-jê, caribe e aruaque. Atualmente estima-se que sejam faladas 170 línguas indígenas no Brasil.
Estima-se que, em 1500, existiam de 1 milhão a 3 milhões de indígenas no Brasil. Em cinco séculos, a população indígena reduz-se aos atuais 270 mil índios, o que representa 0,02% da população brasileira. São encontrados em quase todo o país, mas a concentração maior é nas regiões Norte e Centro-Oeste. A Funai registra a existência de 206 povos indígenas, alguns com apenas uma dúzia de indivíduos. Somente dez povos têm mais de 5 mil pessoas. As 547 áreas indígenas cobrem 94.091.318 ha, ou 11% do país. Há indícios da existência de 54 grupos de índios isolados, ainda não contatados pelo homem branco.


BRASIL INDÍGENA


Esta urna funerária Marajoara, em cerâmica pintada em negro e vermelho sobre fundo branco.
Estes brincos com plumas pertencem aos índios Ianomami, de Roraima.
Este tapa-sexo pertencia à cultura Marajoara. Brasil Indígena apresenta de forma cronológica peças de tribos de várias partes do país. A estética da arte indígena também é colocada em evidência nessa mostra.


Este cocar Bororó, do Mato Grosso, é feito em plumas de arara e de mutum, costuras com fibra de palmito babaçu e fios de algodão. Os diferentes ornamentos em plumas marcam distinções sociais entre os índios.

Mais imagens em:

sábado, 2 de julho de 2011

Arte e arquitetura Indiana

 História da Arte e Arquitetura Indiana


Conjunto das obras artísticas e arquitetônicas do subcontinente indiano desde o III milênio a.C. até nossos dias. Para os adeptos da tradição ocidental, podem parecer, à primeira vista, exagerados e sensuais; porém, mesmo estes, vão apreciando seu refinamento. Caracterizam-se também por um grande sentido do desenho, patente tanto nas formas modernas quanto nas tradicionais. A cultura indiana costuma manifestar volúpia com uma liberdade de expressão não habitual.

O templo jaini de Jaya Sthamba, Ranakpur, tem torres ou siharas talhadas cuidadosamente em pedra, com florões em seus extremos superiores. A decoração dos templos jainíes, bem como a de miniaturas, constituem uma das máximas da arte indiana
.

A arte da Índia pode ser compreendida e julgada no contexto das pretensões e necessidades ideológicas, estéticas e rituais da civilização hindu. Tais pretensões se fixaram já no século I a.C. e têm exibido notável tenacidade ao longo dos séculos. A visão hindu-jaino-budista do mundo depende da resolução do paradoxo central de toda a existência, segundo o qual a mudança e a perfeição, o tempo e a eternidade, a imanência e a transcendência, funcionam como partes de um único processo.

Assim, não se pode separar a criação do criador e o tempo deve ser entendido como uma matriz da eternidade. Este conceito, aplicado à arte, divide o universo da experiência estética em três elementos distintos, ainda que relacionados entre si: os sentidos, as emoções e o espírito. Estes elementos ditam as normas para a arquitetura, como instrumento para fechar e transformar os espaços, e para a escultura, em termos de volume, de plasticidade, de modelagem, de composição e de valores estéticos. No lugar de representar a dicotomia entre a carne e o espírito, a arte hindu, por meio da sensualidade e da voluptuosidade deliberadas, funde ambas, através de um complexo simbolismo que, por exemplo, transforma a carnalidade de um corpo feminino num mistério perene de sexo e de criatividade, no qual a momentânea esposa se revela como a mãe eterna.

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O Taj Mahal, mausoléu da esposa de um imperador mongol do século XVII, foi construído por cerca de 20.000 trabalhadores de 1631 a 1648 em Agra, cidade no norte da Índia. Este enorme edifício rematado com cúpulas foi construído em estilo indo-islâmico, onde se usou mármore branco e gemas incrustadas. Em cada esquina há um minarete e as paredes exteriores são adornadas com passagens do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos. Os corpos do imperador e de sua esposa jazem em uma cripta.

O artista hindu utiliza de forma acertada alguns motivos, como a figura feminina, a árvore, a água, o leão e o elefante numa composição determinada. Ainda que o resultado seja às vezes inquietante no tocante aos conceitos, no que se refere à vitalidade sensual, ao sentido do terreno, à energia muscular e ao movimento rítmico permanecem inconfundíveis. Todos os elementos que formam a pintura indiana — como a forma do templo hindu, os contornos dos corpos dos deuses hinduístas, a luz, a sombra, a composição e o volume — são encaminhados para glorificar os mistérios que resolvem o conflito entre a vida e a morte, entre o tempo e a eternidade.

A arte indiana manifestada na arquitetura, na escultura, na pintura, na joalheria, na cerâmica, nos metais e nos tecidos estendeu-se por todo o Oriente com a difusão do budismo e do hinduísmo e exerceu uma grande influência sobre as artes da China, do Japão, da Birmânia, da Tailândia, do Camboja e de Java. As duas religiões, com suas ramificações, predominaram na Índia até que o islamismo tomou força entre os séculos XIII e XVIII. A religião muçulmana proíbe a representação da figura humana nos contextos religiosos, motivo pelo qual a decoração passou a representar motivos geométricos.

Arquitetura

A primeira mostra de arquitetura indiana foi a construção de edifícios de tijolos, ao tempo que se levantavam estruturas de madeira. Embora estas últimas tenham desaparecido ao longo dos séculos, foram imitadas por construções de pedra que ainda estão de pé.

A época clássica primitiva começou no ano 250 a.C., durante o reinado de Asoka, que emprestou ao budismo o patrocínio imperial. Muito comuns nessa época são as stupas (pequenos templos para guardar as relíquias dedicadas a Buda) e os chaityas (templos rupestres), entre os quais destacam-se a Grande Stupa de Sanchi, iniciada pelo imperador Asoka e ampliada em épocas posteriores, e o Chaitya de Karli, do início do século II.

A partir do século V, ocorreu o ocaso do budismo, com a ascensão do hinduísmo e do jainismo. O estilo inerente a estas religiões se misturaram para dar lugar aos motivos elaborados que constituem a marca da arquitetura indiana e que aparecem talhados nas rochas, formando sanefas. Os exemplos mais importantes estão na colina de Parasnath, em Bihar; no monte Abut, em Abu Rajasthan; e em Strunjaya, em Gujarat.

A arquitetura islâmica da Índia vem desde o século XIII até os nossos dias. A ela pertencem o famoso mausoléu de Gol Gundadh (1660), em Bijapur, estado de Mysore; a torre Qutb Minar (século XII), com cinco andares de pedra e mármore, em Delhi, capital; e a mesquita de Jami Masjid (1423), em Ahmadabad.

A fase mongol do estilo indo-islâmico, entre os séculos XVI e XVIII, fomentou o uso de materiais luxuosos, como o mármore. O exemplo culminante desse estilo é o mausoléu do Taj Mahal, em Agra.

Desde o século XVIII, a construção de grandes edifícios na Índia tem mantido as formas históricas próprias ou se submetido aos modelos europeus introduzidos pelos britânicos.

Escultura

No vale do Indo, entre os restos dos edifícios de tijolo queimado de Mohenjo-Daro, têm sido encontrados objetos do III milênio a.C., entre os quais há figuras de alabastro e mármore, estatuetas de terracota e louça fina representando deusas nuas e animais, um modelo de carreta em cobre e numerosos selos quadrados de louça e marfim com animais e pictografias.

Com a chegada do budismo, no século III a.C., iniciou-se a evolução de uma arquitetura monumental em pedra, que se completava com a escultura em baixo relevo. Os exemplos mais destacados desse período são os capitéis com formas de animais das pilastras de arenisca para os editos do monarca Asoka e as varandas de mármore que rodeiam as stupas de Bharhut, perto de Satna, em Madhya Pradesh. Também são notórias as portas da Grande Stupa de Sanchi (século II a.C.), cujos relevos têm a delicadeza e a minúcia dos trabalhos talhados em marfim.

Os vestígios das obras precoces pertencentes a essa escola denotam também uma estreita relação com o estilo escultural de Bharhut. Mais tarde, nos séculos I e II, a escola de Mathura desenhou os antigos símbolos de Buda e começou a representá-lo por meio de figuras reais. Tal inovação foi adotada nas sucessivas fases da escultura indiana.

No período gupta, que abrange do ano de 320 até cerca de 600, fizeram-se figuras de Buda com linhas claramente definidas e contornos depurados, envoltas em vestes diáfanas que colavam ao corpo como se estivessem molhadas, como a de Sultanganj, no estado de Bihar.

Neste período, ocorreu também o desenvolvimento da escultura hindu. Talharam-se relevos para adornar os santuários escavados na rocha de Udayagiri (400-600), em Madhya Pradesh, e os templos de Garhwa, perto de Allahabad e Deogarh.

Desde o século IX até a consolidação de poder muçulmano, no princípio do século XIII, a escultura indiana foi, pouco a pouco, voltando-se para as formas lineares, para o contorno pronunciado em vez do volume. Cada vez era mais utilizada como decoração, subordinada ao estilo arquitetônico. Era rica em intrincados detalhes e se caracterizava por figuras de múltiplos braços, tiradas do panteão dos deuses hindus e jain, que vieram substituir as sensíveis figuras dos deuses budistas, com a multiplicidade de formas acentuando a importância do domínio técnico.

Quando os muçulmanos subiram ao poder, no século XIII, adotaram muitos dos motivos nativos para suas ornamentações. As tradições se mantiveram até a época atual, sobretudo no sul, onde a arte ainda mantém a pureza hindu.

Pintura

Em duas localidades se conservam restos de pinturas indianas anteriores ao ano 100 de nossa era. Os fantásticos murais das cavernas de Ajanta cobrem o período conpreendido entre os anos 50 e 642. Destacam-se também as pinturas da cova de Jogimara, em Orissa, que pertencem a dois períodos: ao século I a.C. e à época medieval, as primeiras de desenho mais vigoroso e de melhor qualidade do que as segundas.

No período gupta, alcançou-se a fase clássica da arte indiana, às vezes serena e espiritual, outras vezes enérgica e voluptuosa.

Em Patan, Gujarat, conserva-se um Kalpa Sutra (manual de liturgia religiosa) do ano 1237, ilustrado em folha de palma.

A pintura de Rajput floresceu em Rajputana, Bundelkhand (atualmente parte de Madhya Pradesh), e no Punjab Himalaya, entre os séculos XVI e XIX. Baseava-se na iluminura de manuscritos com motivos decorativos planos e é uma pintura popular refinada e lírica, que ilustra as epopéias hindus tradicionais, sobretudo a vida do deus Krishna.

A pintura mongol, derivada da sofisticada tradição persa, era uma arte cortesã patrocinada pelos imperadores.

Joalheria, cerâmica e Têxteis

Entre as artes decorativas indianas, a joalheria é a mais bela e a que mais interesse desperta universalmente. Seus artífices dominavam as técnicas da filigrana e do granulado.

As características especiais que distinguem a melhor cerâmica indiana são a estrita subordinação da cor e da ornamentação à forma — e a repetição de motivos naturais na decoração. No ramo do artesanato em metal, destacam-se os apetrechos e as armas dos militares de alta patente.

Caxemira é notável por seus chales de lã de rico colorido; Surat, em Gujarat, é famosa por suas sedas estampadas; e Ahamadabad e Varanasi, junto com Murshidabad, em Bengala ocidental, produzem suntuosos brocados.



http://www.historiadomundo.com.br/indiana/arte-e-arquitetura-indiana.htm

Murais Mexicanos: a arte para o povo


Diego Rivera






Diego de Rivera
1886-1957


Um Espírito Revolucionário
Na Arte Moderna






Como artista excepcional, político militante e contemporâneo excêntrico, Diego Rivera teve um papel primordial numa época muito importante no México. Tornou-se, embora polémico, o mais citado artista do continente hispano-americano no estrangeiro. Foi pintor, desenhador, artista gráfico, escultor, arquitecto, cenógrafo e um dos primeiros coleccionadores de arte mexicana pré-colonial. O seu nome está relacionado com os de Pablo Picasso, André Breton, Leo Trotski, Edward Weston, Tina Modotti e, como não podia deixar de ser, Frida Kahlo. Foi simultaneamente, alvo de ódio e amor, admiração e rejeição, lendas e difamação. O mito que, ainda em vida, se criou à volta da sua pessoa, não se deve somente à sua obra, mas também ao seu papel activo na vida política da sua época, às suas amizades e aos seus conflitos com personalidades famosas, à sua aparência fascinante e ao seu carácter rebelde.
Nas suas recordações, difundidas em diversas obras biográficas, Rivera contribuiu bastante para a criação do mito à sua volta. Gostava de se apresentar como menino precose de ascendência exótica, que combatera na Revolução mexicana como jovem rebelde, um visionário que se recusava a fazer parte da vanguarda europeia, e que estava predestinado para ser o cabecilha da revolução artística. A sua biógrafa, Gladys March, confirma, no entanto, que a sua vida real era muito mais banal e que Rivera tinha grandes dificuldades em separar a ficção da realidade:
Por conseguinte, a descrição da vida e obra deste artista fora de série, só pode ser vista como uma tentativa de aproximação.
José Diego Maria e o seu irmão gémeo José Carlos Maria nasceram em Guanajuato, capital do estado de Guanajuato, no México, no dia 8 ou no dia 13 de Dezembro de 1886 (as fontes indicam datas diferentes), como primeiros filhos do casal Diego Rivera e Maria del Pilar Barrientos. Os pais são ambos professores. O pai é de origem criola. O avô paterno, dono de uma das muitas minas de prata de Guanajauto, nasceu, segundo consta, na Rússia, e depois da sua emigração para o México, terá lutado lado a lado com o presidente mexicano Benito Juárez contra a intervenção imperialista da França.
A avó materna era, supostamente, de ascendência índia. Estas afirmações não puderam ser provadas até à data, no entanto demonstram os elementos da sua ascendência aos quais Rivera dava mais valor. Tinha orgulho no facto de poder ser considerado um verdadeiro mestiço, por causa da origem índia da avó, e de ter herdado do avô a herança revolucionária que viria a ser tão importante para si. O nascimento da irmã mais nova de Diego, María del Pilar, em 1891, representa um consolo para a família, depois da morte do irmão gémeo Carlos, falecido em 1888, com um ano e meio de idade. Após a morte do filho, Maria Barrientos começa a estudar medicina e a trabalhar como parteira.
As ideias radicais do jornal liberal “El Demócrata”, do qual o pai é co-editor, levam a um ambiente de hostilidade contra a família que acaba por se mudar para a cidade do México em 1892. O ditador Porfírio Diaz, que deteve quase ininterruptamente o poder como presidente do México desde 1876 até à Revolução, no ano de 1910, tenta oprimir qualquer movimento oposicionista. A reputação da família Rivera no seio da burguesia da cidade de província está arruinada, a riqueza proveniente das minas de prata acabou. Esperam encontrar uma situação melhor na capital.
Em 1894 María del Pillar, católica praticante, manda o seu filho Diego, a quem o pai ensinara a ler aos quatros anos, pela primeira vez para a escola, o colégio católico Carpantier. No final do ano de 1896, Diego aluno da terceira classe, recebe um prémio pelo seu bom aproveitamento e começa a frequentar as aulas nocturnas na Academia de San Carlos. Desde muito pequeno que Diego desenha com grande paixão, o jeito artístico irá ser desenvolvido nas aulas de desenho.
Seu pai obriga-o a inscrever-se numa escola militar, mas Diego deixa-a pouco depois, para em 1898 se inscrever no curso de arte na prestigiada Academia de San Carlos. A arte torna-se para ele o elemento mais importante da sua vida: Como mais tarde escreverá, ele vê a arte como uma função orgânica, que não só é útil ao homem, mas sim, que é imprescindível, como o pão, a água e o ar.
Em 1907, graças a uma bolsa, viaja de barco para Espanha e em 1908 viaja por Espanha. Na Primavera de 1909 vai até França, seguindo depois para a Bélgica e Inglaterra. Em Bruxelas conhece a pintora russa Angelina Beloff, que vai com ele para Paris e nos próximos doze anos será a sua companheira.
Em 1910 regressa ao México, expõe na Academia de San Carlos e vive a eclosão da revolução mexicana.
Em meados do 1911 volta a Paris e passa o Inverno desse ano na Catalunha.
Em 1912 instala-se com Angelina Beloff em Paris. No Verão passa algum tempo em Toledo. Começa a notar-se na sua obra a influência cubista.
Depois de ter executado os primeiros trabalhos em estilo cubista, expõe do “Salon d’Automne” em 1913.
Em 1914, Diego Rivera viaja para Mallorca, onde o surpreende o inicio da Primeira Guerra Mundial, e segue para Barcelona e Madrid.
No Verão de 1915, Rivera regressa a Paris e começa uma relação com a artista russa Marevna Vorobev-Stebelska.
Em Outubro de 1916, expõe na “Modern Gallery” em Nova Iorque. Nasce o filho Diego, fruto da relação com Angelina Beloff.
Em 1917 é-lhe oferecido um contrato pelo director da “Galerie L’Effort Moderne” Paris, Léonce Rosenberg. Na Primavera tem uma disputa com o crítico de arte Pierre Reverdy, da qual resulta o seu afastamento do cubismo e o seu regresso à pintura figurativa. Conhece o escritor de arte Elie Faure. No Inverno morre o seu filho Diego.
Em 1918 instala-se com Angelina Beloff num apartamento perto do Champ de Mars. A influência de Cézanne faz-se notar na sua obra.
Em 1919 encontra-se com David Alfaro Siqueiros e discute com ele a necessidade de mudança da arte mexicana. Nasce a sua filha Marika, fruto da sua relação com Marevna Vorobev-Stebelska.
Em 1920-1921 empreende uma viagem por Itália, onde executa numerosos estudos e esboços, seguidamente regressa a Paris e volta definitivamente para o México.
Em Janeiro de 1922, pinta o seu primeiro mural no anfiteatro Bolívar da “Escuela Nacional Preparatoria”. Casa-se com Guadalupe Marín. Em Setembro inicia o trabalho nos frescos da SEP “Secretaría de Educación Pública”.É co-fundador do sindicato dos pintores, escultores e gráficos revolucionários e torna-se membro do Partido Comunista do México.
Em 1924 nasce a sua filha Guadalupe.
Em começa com a elaboração dos frescos na Escuela Nacional de Agricultura em Chapingo, continuando, em simultâneo a trabalhar nos murais da SEP.
No Outono de 1927, é convidado para uma viagem à União Soviética para participar nos festejos por ocasião do décimo aniversário da Revolução de Outubro. Nasce a sua filha Ruth.
Em 1928, depois do seu regresso da União Soviética, separa-se de Guadalupe Marín. Termina os trabalhos na SEP e em Chapingo.
Em 1929 casa-se com Frida Kahlo. Pinta as paredes da escadaria do Palácio Nacional na cidade do México e executa murais para a Secretaria de “Salud”. O embaixador norte-americano no México encomenda-lhe um mural no Palácio de Cortés em Cuernavaca. É nomeado director da escola de belas artes da Academia de San Carlos, mas pouco depois é obrigado a demitir-se. É expulso do Partido Comunista, por não se distanciar claramente do Governo.
1930-1931, viaja para San Francisco, onde pinta um mural no Lucheon Club de San Francisco Pacific Stock Exchange e outro para a California School of Fine Arts. O novo Museum of Modern Art em Nova Iorque, convida-o para uma exposição. Em 1932 cria o cenário e os figurinos para o ballet Horse Power de Carlos Chávez. Inicia os trabalhos do Detroit Institute of Arts.
Em 1933, pinta um mural no Rockefeller Center em Nova Iorque. Um retrato de Lenine integrado no fresco, leva à interrupção dos trabalhos e mais tarde à destruição total da obra inacabada.
Em 1934 o mural planeado para o Rockefeller Center é realizado numa nova versão, no Palácio de Belas Artes na Cidade do México.
Em 1936 termina os murais na escadaria do Palácio Nacional, por acabar desde 1930.
Em 1936, pinta quatro frescos para o Bar Ciro’s no Hotel Reforma, nos quais ataca personalidades políticas do México. Em consequência disso, os frescos são retirados do local.
Em 1938, recebe Leo Trotski e a sua esposa Natalia Sedova na “casa azul” de Frida.Kahlo.
Em 1938, André Breton e sua mulher Jacqueline Lamba moram em casa de Rivera, durante a estadia de ambos no México.
Em 1939, depois de desavenças, corta relações com Trotski e divorcia-se de Frida Kahlo.
Em 1940 viaja para San Francisco, para pintar dez quadros para a Golden Gate International Exposition. No final do ano, casa-se pela segunda vez com Frida Kahlo, em San Francisco.
Em 1941-1942, trabalha principalmente no cavalete. Recebe autorização para pintar os frescos no primeiro andar do pátio do Palácio Nacional. Começa com a construção do «Anahuacalli» (casa do México), para guardar a sua colecção de objectos pré-coloniais.
Em 1943, pinta dois murais para o Instituto Nacional de Cardiologia. Torna-se membro do Colégio Nacional e dá uma série de conferências sobre arte, ciência e política. É nomeado professor na Escola de Belas Artes “La Esmeralda”.
Em 1946 emcomendam-lhe um grande mural para o novo Hotel del Prado.
Em 1947, juntamente com José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros, forma a comissão de pintura mural do Instituto Nacional de Belas Artes (INBA).
Em 1949 o INBA organiza uma exposição completa, por ocasião dos cinquenta anos de carreira artística de Rivera.
Em 1950, ilustra a edição limitada do Canto General de Pablo Neruda e cria o cenário para a peça de teatro de José Revueltas El Cuadrante de la Soledad. Representa o México, juntamente com Siqueiros, Orozco e Tamayo,  na bienal de Veneza. Recebe o Prémio Nacional de Artes Plásticas.
Em 1951 executa um mural em polietileno no depósito de água do «Cárcamo del rio Lerma» no Parque Chapultepec, na Cidade do México.
Em 1952, pinta um mural transportável para a exposição «Vinte séculos de arte mexicana», que deverá ser enviado para a Europa no âmbito da exposição. A obra é excluída do evento, devido aos retratos de Estaline e Mao Tsé-Tung aí incluídos, e acaba por ser doada à República Popular da China.
Em 1953 cria um mural de mosaico vítreo para a fachada do Teatro de los Insurgentes. Acaba igualmente os trabalhos na parede frontal do Estádio Olímpico no Campus da Universidade de México. Executa também um mural no Hospital La-Raza do Instituto Mexicano del Seguro Social (IMSS).
Em 1954, participa juntamente com Frida Kahlo, na manifestação de solidariedade para com o Governo de Jacobo Arbenz na Guatemala. Frida Kahlo morre em Julho. Em Setembro, o Partido Comunista do México aceita o pedido de reintegração de Rivera, depois de várias tentativas da parte do artista.
Em 1955 casa-se em Julho com Emma Hurtado. Faz doação ao povo mexicano da «casa azul» de Frida Kahlo, do «Anahuacalli» e da colecção de objectos pré-hispânicos que esta contém. No final do ano viaja para a União Soviética, a fim de se submeter a tratamentos médicos.
No dia 24 de Novembro de 1957, Diego Ribera morre na Cidade do México. É sepultado na Rotunda de los Hombres Ilustres, no Panteón Civil de Dolores. As suas cinzas não são como era seu último desejo, juntas às de Frida Kahlo na «casa azul».
Paisagem Zapatista - O Guerrilheiro, 1915
Óleo sobre tela, 144 x 123 cm
Museo Nacional de Arte - Cidade do México
Marinero Almorzando, 1914
Óleo sobre tela 117 x 72 cm
Museo Casa Diego Rivera, Guanajuato
Maternidad - Angelina Beloff y el Niño Diego, 1916
Óleo sobre tela, 132 x 86 cm
Museo de Arte Alvar y Carmen, Cidade do México
do ciclo: Visão política do povo mexicano
El Pintor, el Escultor y el Arquitecto, 1923-1928
1 dos 235 murais, área total pintada 1.585,14 m2
Escadaria e segundo andar da Secretaría de Educación Pública, Cidade do México

Retrato de Guadalupe Marín, 1938
Óleo sobre tela, 171,3 x 122,3 cm
Museo de Arte Moderno, Cidade do México

Desnudo con Alcatraces, 1944
Óleo sobre fibra dura 157 x 124 cm
Colecção Emilia Gussy de Gálvez, Cidade do México

La Era, 1904
Óleo sobre tela, 100 x 114.6 cm
Museo Casa Diego Rivera, Guanajuato

Las Tentaciones de San Antonio, 1947
Óleo sobre tela, 90 c 110 cm
Museo Nacional de Arte, Cidade do México



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