A Conservação e a Restauração visam salvaguardar o que consideramos bens culturais, que são produtos de nossa cultura - do pensamento, do sentimento e da ação do homem. Esses bens formam o patrimônio histórico e artístico, ou seja, nosso Patrimônio Cultural. Arceburgo-MG BRASIL
Seja bem-vindo!!!!
Alguém disse uma vez: São as boas garotas que escrevem em diários. As más garotas nunca têm tempo. Eu? Eu apenas quero viver uma vida que irei lembrar. Mesmo que eu não escreva tudo.
Brooke Davis - One Tree HillÉ necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.
Gabriel Garcia Marquezdomingo, 1 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A Arte de ser feliz
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas,
para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa.Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente,
que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Reportagem do Bom Dia Brasil (REDE GLOBO) sobre o recanto dos pássaros aqui em Arceburgo criado por Ademir Carosia
Cidade no interior mineiro se enche de árvores para atrair beija-flores
Das 140 espécies de beija-flores catalogados no país, pelo menos dez já apareceram na cidade do interior de Minas Gerais.
“Converso com eles, até coloco a mão. É uma realização. Se Deus quiser, vou morrer com todos me carregando”, brinca o aposentado Alcino Portela.
Das 140 espécies de beija-flores catalogados no país, pelo menos dez já apareceram na cidade do interior de Minas Gerais. O paisagista Ademir Carosia começou uma campanha para encher a cidade de flores e pássaros. Em cada canto, há uma árvore colorida.
“Cada pracinha que fazemos, os moradores se aproximam, perguntam o nome das plantas. Está interagindo”, diz o paisagista.
Há seis anos, uma área quase no centro da cidade era um lixão, um lugar feio que envergonhava as pessoas. Um morador decidiu agir: plantou mais de cem árvores e os pássaros ganharam mais um território bonito e colorido.
Lúcio já foi caçador e hoje compra ração só para ver os pássaros nas ruas. Uma vida inteira nas matas deu a ele a capacidade de entender e reproduzir a linguagem das aves.
A natureza nos jardins da minha casa

Árvore é vida. Oxigênio. Pulmão do planeta!
A árvore é parte da natureza distribuindo
beleza e riqueza para nossos dias.
Formando bosques! Distribuindo alegria!
Transformadoras do universo! Magia da vida!
Aliviando as dores da alma com todo o seu
esplendor. As árvores respiram.
São filhas de Deus. Fonte de amor!
Seres vivos que nos protegem dos raios
de sol e nos protegem fazendo uma sombra
gostosa e acolhedora, refrescando nossos corpos,
cansados e suados, pedindo um descanso.
Árvore é proteção. Protege o solo, os rios e
preservam o ser humano, melhorando a qualidade
de vida e preservando o ambiente!
Como as árvores são importantes! Lindas!
Graciosas. Envolventes! Algumas enormes.
Outras, pequeninas. Videira! Mangueira!
Abacateiro! Cajueiro!
Plantar árvore é plantar vida! É ajudar a preservar
a natureza, mantendo o equilíbrio ecológico
do nosso querido planeta que nos acolhe e protege
todos os dias da nossa existência!
de Antonio Marcos Pires
domingo, 25 de julho de 2010
Conservação e restauro de pintura
Actualmente, o conceito geral de restauro alterou-se de forma significativa. A área do restauro abarca também a conservação e, assim, o trabalho do restaurador já não se limita, unicamente à intervenção directa sobre a obra de arte, mas também ao dever de conhecer, avaliar e actuar sobre todos os parâmetros que contribuem para a preservação da obra. O restaurador pode actuar de diferentes maneiras na prevenção das obras dos bens culturais e obras de arte, seja pela conservação preventiva, conservação curativa e o restauro.
Conservação preventiva
Monitora e / ou controla o processo de deterioração no meio ambiente em que se encontra um objeto de valor cultural. Consiste em acções diretas e indirectas dirigidas a adiar ou retardar os fatores responsáveis pela deterioração. Desse modo, objetiva-se a prevenção de danos futuros, criando as condições óptimas à conservação tendo em conta a manipulação, o transporte, armazenamento e exposição de objectos. Considera-se conservação preventiva o treinamento eficaz de todos aqueles que lidam com objetos culturais (como o conhecimento dos princípios básicos da conservação científica), o uso de embalagens adequadas ao armazenamento e ao transporte de uma obra de arte, a correcta iluminação, as condições ambientais adequadas ou apropriadas a cada tipo de matéria-prima.Conservação curativa
Consiste numa acção directa efectuada sobre o objecto em tratamento, com a intenção de atrasar ou resolver definitivamente qualquer tipo de deterioração sofrida. A intervenção dá-se somente a nível do suporte e não da capa pictóricaRestauro
- Consiste na acção directa sobre a capa pictórica, com a intenção de facilitar e devolver a sua compreensão e significado histórico, com o maior respeito possível pela sua estética, história e integridade física. A intervenção sobre uma lacuna (perda de policromia da capa pictórica) é considerada restauro.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
E assim foi surgindo Arceburgo...
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Oficinas que participei com professoras da UNICAMP
Regina Buzo, Otávio...
realizada na CASA DE CULTURA Rogério Cardoso em MOCOCA
A instrutora Rosaelena
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Vídeo mostra impressos de Campinas
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Preservados em casa, em museus ou em bibliotecas, cada impresso conta, de uma forma, parte da história do passado e muito contribui e complementa o estudo do presente. As relíquias devem ser preservadas, porém, muitos desconhecem o real valor do ponto de vista histórico, deste material. Cada município, cada lugarejo tem a sua história e, para levantá-la, nada como coletar documentos, papéis, gráficos e gravuras. Só os impressos têm a capacidade de reservar e perpetuar dados interessantes.
Embora com um público pequeno, porém, suficiente para atuar neste contexto, na identificação e preservação, a oficina Memória Impressa ofereceu a possibilidade de se lançar uma campanha para coletar impressos antigos com conteúdos locais e regionais importantes para enriquecer o acervo do museu histórico de Mococa.
A doação de material impresso antigo, porém, de extrema riqueza histórica é muito importante para o município. Em nossas casas, quem sabe, não estará parte da história do nosso município?
segunda-feira, 19 de julho de 2010
breve história da encadernação
Principais características das encadernações ao longo dos séculos
Séculos VIII – XI
Encadernações em pele de cervo, porco e tecido. Cabeceado de alinhavo, sendo as capas de
madeira grosseira. Guardas ausentes ou uma de pergaminho. Cortes aparados. Decoração
simples.
Séculos XII – XIII
Cobertura de antílope, couros tingidos e pergaminho. Costura sobre nervos. Pranchas de
madeira como capas. Lombadas achatadas ou ligeiramente arredondadas. Cabeceado em ponto
de seleiro. Cortes aparados. Títulos sobre os cortes. Guardas de pergaminho. Decoração mais
variada, com fechos.
Séculos XIV – XV
Surgimento da tipografia, com conseqüente aumento do volume de livros e da encadernação.
Livros menos imponentes. Surgem novas técnicas e materiais. Passagem do pergaminho ao
papel. Utilizam-se vaqueta, carneiro e porco. Meia encadernação (fim do século XV).
Encadernações de tecidos (sedas-brocados). Costura sobre nervos. Lombada começa a
arredondar-se. Nervos salientes, em geral duplos marcados na pele. Cabeceado trançado de fio
ou tirinhas de pele. Guardas de pergaminho ou papel branco. Surgem os cortes decorados,
dourados ou coloridos para manuscritos. Decoração com filetes ou ferrinhos estampados a frio.
Placas, cantoneiras e fechos.
Século XVI
Aparecem as encadernações de pequenos formatos. Estilos da renascença, incluindo as
encadernações Aldinas (os Aldi foram famosos encadernadores e impressores em Veneza). Em
Paris e Lyon, surgem oficinas de livreiros e encadernadores. O bibliófilo Jean Groglier marca um
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estilo com suas encomendas, com entrelaços nas capas. Coberturas de tecido até 1530.
Vaqueta lisa era mais freqüente. Aparecimento do marroquim tingido de várias cores nas
encadernações de luxo a partir de 1537. No final do século aparecem as encadernações flexíveis
em pergaminho. Costura de nervos marcados e banda de pergaminho reforçando o entrenervo
da cabeça e do pé. Cabeceado simples à passamanaria (tipo espanhol) à chapiteau (tipo grego).
Guardas de papel branco ou pergaminho. Desaparecimento das pranchas de madeira como
capas. Papelões compostos de papéis contra-colados. Cortes aparados, dourados ou cinzelados
para encadernações de grandes ornamentos. Lombada pouco decorada, sem título, depois
florões e título incompleto. Capas estampadas a frio. Aparição das dourações.
Século XVII
Cobertura de pergaminho, pele de carneiro, marroquim e vaqueta para encadernações de luxo.
Costura sobre nervos simples ou duplos. Lombada com banda de pergaminho reforçando o
lombo. Cabeceado em cores. Guardas brancas até 1640, depois coloridas, penteado fino a sete
cores. Capas de cartões rígidos feitos com várias camadas de papéis. Cortes aparados, pintados
de vermelho ou azul e dourados para as encadernações de luxo. Decoração no início, com
riqueza de ornatos, depois, de excessiva sobriedade no final da época de Luiz XIV. Título no 2º
entrenervo. Fim do século, moldura rendada. De modo geral, fineza nos ferros.
Século XVIII
Cobertura pleno couro. Meia encadernação para os livros comuns no final do século. Marroquim
para as encadernações de luxo. Costura entre nervos. Lombada com nervos longos no final do
século. Cabeceado de várias cores. Guardas de seda ou couro. Papéis de cores variadas.
Capas de papelões de várias camadas. Cortes tingidos de vermelho, às vezes marmorizados e
dourados para os de luxo. Títulos inteiros no final do século. Algumas encadernações com
mosaicos. Surge a decoração com estampagem ou impressão com placa matriz, substituindo os
ferros avulsos.
Século XIX
Aparecimento da encadernação industrial, cartonagem simples ou à la bradel, capa solta. De
1830 a 1850, expande-se a encadernação francesa, com reflexos em Portugal e no Brasil.
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Aparecimento da costura sobre cadarços. Nervos falsos. Cortes marmorizados combinando com
as guardas. Cortes dourados nas encadernações de luxo.
Século XX
Encadernações em couros diversos, percaline (tecido recoberto com resina não plástica colorida;
não confundir com produto do mesmo nome comercializado no final do século, composto de
tecido e plástico). Durante a Semana de 22, surgem florões e estilos de encadernações alusivos
ao evento. Encadernações meia cana/canaleta, início do século, muito resistente e lombo
quadrado para folhas soltas, final do século, resistência e abertura deixando a desejar.
Fonte:
“Resumen de las principales caracteristicas de las encuadernaciones en el curso de los siglos"
(autor desconhecido)

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